segunda-feira, 11 de março de 2013

BRINDAR...Você sabe de onde vem esse hábito?

Imagem Google
O costume de brindar começou com os gregos antigos já no século VI a.C. Pelo menos, eles foram os primeiros a escrever sobre o assunto. O ritual era a maneira de o anfitrião provar aos seus convidados que a bebida alcoólica ? o lubrificante social ? não estava envenenado. O convidado bebia do mesmo cálice que o anfitrião. Os romanos costumavam adicionar pão queimado aos vinhos de qualidade inferior para reduzir a acidez e torná-los mais palatáveis. “Tostus”, que em latim significa torrado ou tostado, tornou-se sinônimo da bebida. Muito tempo depois, quando pedia um jarro de vinho em As Alegres Comadres de Windsor, de Shakespeare, até Falstaff disse: “Put toast in’t”.
É que vem o inglês “toast” (brindar). Esse ritual ora simples e ora elaborado que pode ser visto em qualquer lugar ? de bares esportivos a festas de casamentos e jantares presidenciais ? tem sua origem no costume de mostrar aos convidados que você não vai envenená-los com um vinho de má qualidade.
Você já se perguntou por que batemos os copos ou canecas depois de um brinde? Essa prática também vem dos gregos como prova de que o líquido não estava envenenado. O anfitrião colocava parte do vinho servido ao convidado em seu próprio cálice e bebia. Se o convidado confiasse a própria vida ao anfitrião, ambos bateriam suas canecas como prova de boa fé. O som dos copos completa o ciclo dos sentidos envolvidos no ato de beber: paladar, olfato, tato, visão e audição. O som dos copos tocando uns nos outros durante foi ganhando importância. Ao longo dos anos, o vidro veneziano começou a substituir os copos de cerâmica e recipientes de metal. Para realçar o som do brinde, adicionou-se ao copo óxido de chumbo com a finalidade de produzir o sonido que é mais perceptível no cristal irlandês. Algumas taças eram tão elaboradas que seu som é emitido em um determinado tom, como um fá ou sol sustenido. É por isso que as palavras “tim tim” em muitos brindes de países europeus servem para reproduzir o som dos copos se tinindo.


Beber e brindar são eventos de convívio entre pessoas praticados em quase todas as culturas do mundo. Um brinde acompanhado de um discurso bem feito, como poucas coisas na vida, pode tornar um momento especial. E esse gesto gracioso pode ser feito por qualquer um; basta um pouco de planejamento, prática e se familiarizar com algumas regras de etiqueta e protocolo. Tendo isso em mente, desenvolvemos a Periodic Table of Toasts© (Tabela Periódica de Brindes), que pode ser adquirida pelo site www.jfamarketing.com. O pôster é um guia para mostrar a você como brindar em 35 países diferentes. Nele você encontrará o nome do país, o nome da bebida nacional e a principal expressão para o brinde.
             
A Tabela Periódic A Tabela Periódica de Brindes é um guia de brindes e bebidas de 35 países
 
O “terceiro lugar”
O brinde é um costume a ser compartilhado com outros. Fora ocasiões especiais, ele costuma ser feito no que se tornou conhecido como “o terceiro lugar”: um pub em Dublin, um bar em Milwaukee ou Nova York, uma casa de beira de estrada em Milwaukee, o bistrô parisiense, o kafeehaus vienense, a piazza italiana, o café em Istambul ou o biergarten em Munique. Foi nesses lugares que muitos brindes foram feitos, inventados e aperfeiçoados. Os terceiros lugares são um tipo de nivelador social onde todo mundo é visto como igual. A origem da palavra clube vem do verbo selecionar. Do mesmo modo que country clubs e camarotes separam ao invés de unir as pessoas, os terceiros lugares as unem.

Quarenta anos atrás, uma pesquisa feita na Inglaterra revelou que 90 por cento dos freqüentadores andavam menos de trezentos metros para chegar ao sue pub preferido. Havia quatro pubs a cada 3 Km². Na Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda, o lugar ideal para brindar tornou-se a public house ou pub. Mais comuns no século passado que hoje, eles ainda são lugares onde você pode ir para encontrar os amigos num terceiro lugar ideal; todos são lugares sociáveis. Foi Shakespeare quem escreveu que “o bom vinho é um camarada bondoso e de confiança, quando tomado com sabedoria”. Como disse um comentarista social, “os terceiros lugares devem estar preparados para atender às necessidades de sociabilidade e relaxamento das pessoas nos intervalos antes, durante e depois de sua presença obrigatória em outros lugares (casa, trabalho, escola). Os terceiros lugares são Gemutlich”. Nenhum outro idioma possui uma palavra tão eficaz na descrição de conforto e aconchego oferecidos por certos lugares como o alemão austríaco. Há um traço disso nos EUA, que apareceu no seriado de TV “Cheers”. O mote do programa era “onde todos sabem o seu nome”.
Os brindes da cidade
Assim como o brinde já foi garantia de que você não seria envenenado, no século XVIII ele era uma forma das pessoas ficarem sabendo o nome umas das outras. Assim, uma das primeiras formas de convidar alguém a brindar era dizendo “let us hob and nob”, algo como “toma lá, dá cá”. Portanto, a expressão hobnobbing passou a significar “sair e brindar”. Esse contato também substituiu a prática anterior onde todos bebiam do mesmo copo. Os russos quebram seus copos após um brinde e um poeta russo diz que isto é feito por pura alegria e para honrar ainda mais o brinde. Além do mais, quebrar o copo é garantia de que nenhum brinde menos importante será dado com aquele copo. O recipiente mais bizarro usado em brindes foi o crânio humano. Os vikings desenvolveram a prática de beber dos crânios dos inimigos derrotados, que eram transformados em tigelas. Não é coincidência que as palavras escandinavas skoal e skull, ambas significando “coisas vazias”, estejam relacionadas.
Com espaço para apenas 35 brindes, muitos foram omitidos. Um dos meus favoritos é “pula”, da Botsuana, um país semi-árido, onde o que todos desejam é pula, ou chuva. Com certeza, Botsuana é um país naturalmente obcecado com a “pula”, pois este também é o nome da moeda nacional. Enquanto os brindes não variam em alguns lugares, como Botsuana, eles são bastante diferentes em outros, como Cuba. Na Bodegita, o boteco que Ernest Hemingway eternizou, há brindes escritos em todas as paredes. Antes da revolução de 1959, expressões como “Cheers!” e “Salud!” podiam ser encontradas nas paredes. Após a entrada dos comunistas, você podia ver “Vida Longa à Revolução Popular”! E agora, com o desenvolvimento da indústria do turismo em Cuba, voltamos a encontrar os “Cheers!” e “Salud!”.
Havia muitos brindes durante a Revolução Americana, alguns reservados para o Quatro de Julho – um costume que deveria ser reintroduzido. Imagine um piquenique, com hambúrguer, salada de batata e milho cozido, e as pessoas brindando “a tudo que este país representa”!

Os primeiros americanos tiveram várias oportunidades de comemorar ou protestar de copo na mão. O famoso Green Dragon Inn, em Boston, era onde Sam Adams, Paul Revere e John Hancock bebiam e divulgavam suas opiniões, como esta de 1776: “Que aqueles que vivem de renda e às custas da coroa nunca tenham lugar no Senado americano”. Assim eram considerados os burocratas, lobistas e todos aqueles que buscavam ganhos pessoais com dinheiro público no século XVIII. Outro brinde favorito era “Sejamos livres das massas e dos reis”.
Benjamin Franklin ensinou técnicas para um bom brinde de taverna a diplomatas europeus. Estava ele com o embaixador britânico na França e um ministro francês uma noite, e o embaixador alocado em Versalhes resolveu fazer um brinde ao seu rei: “A George III que, como o sol em seu meridiano, espalha um facho de luz e ilumina o mundo”. O ministro francês, não querendo ficar para trás, fez um brinde ao rei da França: “Ao ilustre Luís XVI que, como a lua, cobre o globo com seus raios suaves e benevolentes”. Sem perder a pose, Franklin levantou sua taça e fez o seguinte brinde: “A George Washington, comandante das forças armadas americanas, que, como Josué, ordenou que o sol e a lua ficassem parados; e ambos obedeceram”.
Os rituais ficaram ainda mais elaborados. Um brinde real na Inglaterra do século XVIII era feito após a sobremesa. A mesa era tirada, deixando apenas a decoração e as taças de vinho do porto. Um decantador de porto era trazido à mesa e o chefe de ordenança servia uma pequena dose ao anfitrião para garantir que o vinho estivesse palatável. Se tudo estivesse de acordo, o vinho era servido primeiro ao anfitrião, que enchia três quartos de sua taça e passava o decantador ao convidado à sua esquerda, cuidando para que este não tocasse a superfície da mesa. E assim por diante. Mas o brinde acabou saindo de moda. Em 1791, John escreveu “o que poderia ser mais rude ou ridículo do que interromper as pessoas à mesa com cumprimentos desnecessários?” Porém, em muitas culturas o brinde tornou-se um gesto de amizade.
Uma busca na internet por brindes e seus países de origem resultou no seguinte: brindes irlandeses, 1870 ocorrências; escoceses, 62; italianos, 52; russos, 26; alemães, 19; ingleses, 14; americanos, 10; suecos, 8; espanhóis, 7; gauleses e chineses, 3; húngaros, 1. Não foram encontradas ocorrências para o Japão.
O ato de brindar e suas tradições tornaram-se parte de nosso vocabulário. Muitas vezes, dizemos que esta ou aquela pessoa “merece um brinde”. Na Inglaterra do século XVIII, era comum brindar àqueles que não estivessem presentes. Os brindes eram geralmente feitos às celebridades, em particular às belas mulheres, que se tornaram conhecidas como o toast of the town, algo como “o brinde da cidade”. O Toast of the Town, de Ed Sulivan, um popular programa de auditório para a TV, manteve a expressão viva nos EUA durante os anos 50 e 60.

Um dos meus brindes prediletos é um irlandês do passado:
May you live as long as you want and never want as long as you live.
May your glass be ever full,
May the roof over your head always be strong,
And may you be in heaven half an hour before the devil knows you’re dead.¹
Um dos meus brindes favoritos na Espanha:
Amor, Pesetas y Tiempo para gozarlos
(amor, dinheiro e tempo para desfrutá-los).
Cada país tem o seu brinde e sua bebida nacional. Os dois, de algum modo, servem como embaixadores do país. Se você estiver viajando a trabalho ou a passeio, causará uma excelente impressão se souber como é feito o brinde local e conhecer algo sobre a bebida do país. Para os highlanders escoceses, por exemplo, o uísque representa valores tradicionais de igualdade, generosidade e virilidade; recusar um trago pode parecer uma rejeição a estes valores. Na China, todos em volta da mesa brindam com você individualmente. Mas muitas vezes o anfitrião pede ao garçom que encha de antemão os copos dos outros convidados com nada mais que água. Assim, enquanto você fica caindo bêbado para debaixo da mesa, os outros continuam de pé.
Cada bebida tem um significado. Na Áustria, por exemplo, o Sekt (champanhe) é servido em ocasiões especiais, enquanto o Schnapps (destilado) é reservado para encontros entre amigos mais próximos. A escolha da bebida, portanto, dita as regras de tratamento, à medida que a presença de uma garrafa de schnapps pode indicar a mudança do formal “Sie” para o altamente informal e íntimo “du”, no alemão. Se seu chefe quiser compartilhar algo com você, ele provavelmente dirá: “Vamos tomar uma cerveja depois do expediente!” em vez de “Gostaria de me acompanhar para um drinque?”
Nos países de cultura germânica, escandinava e nos países do Leste Europeu, os rituais modernos para a hora do brinde são os mais fortes e formais. Nesses países, ninguém à mesa deve experimentar o vinho ou qualquer bebida alcoólica até que o anfitrião tenha brindado. Vamos agora falar dos brindes e das bebidas dos 35 países que selecionamos para ajudá-lo a ter sucesso em suas empreitadas internacionais.
 
¹ Que vivas o quanto quiser e nunca passes necessidade enquanto viver.
Que seu copo esteja sempre cheio,
Que o telhado sobre tua cabeça seja sempre forte,
E que chegues aos céus meia hora antes de o diabo saber que estás morto.

Colaboração:
John Freivalds é o Diretor-Gerente da JFA, uma agência de comunicações internacionais baseada em Lexington, Virginia, nos Estados Unidos. Há 20 anos John tem trabalhado com negócios de idiomas. Você pode comprar a Tabela Periódica de Brindes (em inglês) no site www.jfamarketing.com.

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