Sou de família Italiana, que cultivava, assim como, a uva, a cana de açúcar. Meu avô tinha um alambique, mas quem cuidava do processo do fazer a cachaça, era minha avó. Ela que cuidava de tudo. Além da cachaça, ela fabricava licores maravilhosos. Lembro de ver em seu quarto, no chão, junto a parede, uma fila de garrafas e garrafões com suas receitas incríveis. Uma verdadeira Alquimista. Tenho muito Orgulho de ser sua neta...

Aquele, era um lugar, onde criança, não podia mexer...Lembro que, na minha cabecinha, por mais que soubesse que não se poderia mexer, era como se ali existisse um tesouro a ser descoberto...rs...
É desses exemplos, que vem meu gosto por vinhos, licores cítricus e, hoje, a famosa, cachaça. Minha avó fazia diversas receitas de remédios utilizando a cachaça. O famoso escalda-pés para doença de mulher. Á noite depois do banho, nos davam uma colherinha pequena, para aquecer rápido e não pegar friagem, a compressa feita nos pés com diversas ervas maceradas e colocadas na cachaça para baixar a febre...etc...etc...Claro, que na vida de nossos antepassados, tudo era muito difícil, os médicos eram muito longe, e as doenças existiam mais fortemente. Era das mãos abençoadas de minha avó, que surgiam as alquimias, que aos poucos iam se transformando, como em um passe de mágica, nos elixires, bálsamos, fortificantes, xaropes, emplastros feitos de ervas e cachaça. Tudo isso, com conhecimentos somado, a uma grande dose de Amor.
Hoje, nossa realidade é muito melhor. Em alguns aspectos, já não se tem essas dificuldades. Em qualquer esquina existe uma farmácia. O médico está ao nosso alcance. Pelo menos para a maioria das pessoas. Que bom! Mas, as receitas de minhas ancestrais, guardo, e ainda uso, porque para mim, essa sabedoria é, ainda, a melhor farmácia. Tudo o que posso, uso com muito carinho e respeito, pois, foi essa bagagem que me alimentou, protegeu e serve , até os dias de hoje, como exemplo.
Hoje, nossa realidade é muito melhor. Em alguns aspectos, já não se tem essas dificuldades. Em qualquer esquina existe uma farmácia. O médico está ao nosso alcance. Pelo menos para a maioria das pessoas. Que bom! Mas, as receitas de minhas ancestrais, guardo, e ainda uso, porque para mim, essa sabedoria é, ainda, a melhor farmácia. Tudo o que posso, uso com muito carinho e respeito, pois, foi essa bagagem que me alimentou, protegeu e serve , até os dias de hoje, como exemplo.
A Cachaça é parte de minha história, também. E, esse post é uma forma de homenagear meus avós. Principalmente minha nona Laura, que, onde estiver, sei, está sempre a me orientar. Grazie nonna per tutto!
E, por incrível que pareça, ao se falar em cachaça, ao buscar sua história , nem ela escapa de viver algumas controvérsias quanto a sua origem. Alguns historiadores dizem que o nome 'cachaça' tem sua origem na Espanha, pois era usada uma aguardente para amaciar a carne do porco Cachaço e da porca Cachaça. Outros dizem que o nome veio dos colonizadores espanhóis aqui da América do Sul, que, como os portugueses, também extraíram a aguardente, no início como subproduto da rapadura, e deram o nome de Cachaza e daí a adaptação para o português Cachaça.
Não poderia deixar esse texto sem a receita de uma boa Caipinha, seja para acompanhar aquela deliciosa feijoada, ou simplesmente para compartilhar na companhia de uma pessoa querida, ou, a sua própria.Tim Tim!
Caipirinha
1 limão;
1 colher de sopa de açúcar; ou a seu gosto;
1 dose de cachaça;
4 cubos de gelo picados.
Como Fazer:
Coloque o limão e o açúcar em um copo especial para batidas, amasse bem, de preferência com socador de madeira. Adicione os cubos de gelo e complete com cachaça. Coloque um copo do mesmo tamanho de cabeça para baixo no copo da mistura e, segurando com as duas mãos, agite bem. Este mesmo processo pode ser feito utilizando uma coqueteleira.
E, para os dias frios, nada melhor do que compartilhar uma mesa preparada com bolinhos na companhia de um bom chá ou café...Junto da companhais de pessoas que amamos. Abaixo uma deliciosa receita, que, claro, não poderia ser sem a participação da nossa velha amiga. A Cachaça.
Biscoitos de Pinga ou Cachaça

2 xícaras de cachaça (ou pinga da boa)
1 colher (sopa) cheia de fermento em pó
1 xícara de açúcar
farinha de trigo até o ponto de enrolar
Em uma gamela, ou bacia, misture os ingredientes. Molde rosquinhas, coloque num tabuleiro e leve para assar.
Tirar a rosquinha quando tiver dourado e passar ainda quente na pinga (para o açúcar grudar na rosquinha) e depois no açúcar (cristal). Se preferir pode usar uma calda para cobertura. Fica a seu gosto.
Tirar a rosquinha quando tiver dourado e passar ainda quente na pinga (para o açúcar grudar na rosquinha) e depois no açúcar (cristal). Se preferir pode usar uma calda para cobertura. Fica a seu gosto.
Calda | |
Leve ao fogo, em uma panela, água, açúcar e canela em pó a parte. Deixe ferver, mantendo em fogo brando. Depois que os biscoitos estiverem assados, jogue-os na calda e polvilhe com açúcar de confeiteiro. Depois de pronto prepare a mesa com uma linda toalha, um café fresquinho feito no coador de pano, e chame o pessoal para degustar essas maravilhas e, relembrar as lindas histórias de conquistas e exemplos de coragem e perseverança dos nossos queridos avós, bisavós e ancestrais muito amados. Bendito aquele que dá aos seus filhos, asas e raízes. Sem isso, não somos nada além, que, mais um na multidão. Buon appetito :))) |
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Olá!
Que alegria ter você aqui...entre...entre...se acomode aqui ao meu lado...vamos tomar uma xícara de chá? ou café, se preferir...estou feliz que tenha vindo! Você e sua Alma encantadora!
Sinta-se em casa...e, sempre que quiser...
APAREÇA!
Sua presença ilumina meu dia.
Volte sempre!!